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Correio da Manhã

Opinião
9 de Dezembro de 2005 às 00:00
O povo tem normalmente razão, e neste caso é capaz de não apoiar cada medida como a única que podia ser tomada, mas tem sobretudo a percepção de uma certa coerência entre o discurso e a prática. De resto, a primeira maioria absoluta do PS ainda não tem sequer um ano e por isso ainda vive um certo estado de graça.
É um conforto para o primeiro-ministro, José Socrates, sobretudo porque as projecções económicas para o próximo ano continuam a ser muito pouco azuis. Este resultado é sobretudo dele, mais do que de todos os seus ministros juntos.
Tem é de ter em atenção – porque o povo isso não perdoa – o amiguismo político à conta de um Estado que não tem dinheiro para mandar cantar um cego e mesmo assim coloca alguns filhos de família em bons lugares sem que se perceba o mérito e o método dessas nomeações, como ainda aconteceu esta semana com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a filha do embaixador António Monteiro. Há certas coisas que dão cabo de um governo e que podem dar cabo de um primeiro-ministro.
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