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Correio da Manhã

Opinião
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2 de Maio de 2006 às 00:00
Para nada, respondem noventa e tal por cento dos portugueses, e há já muito tempo. Se descontarmos as aventuras do dr. Portas nas esferas do poder, um capricho estritamente pessoal, o CDS só foi útil, digamos, em duas ocasiões.
A seguir ao golpe de 1974, serviu para agregar os saudosistas do Estado Novo e os mais apavorados com o PREC. Há dez anos, houve o PP do dr. Monteiro, que tentou (e, durante um breve período, pareceu conseguir) catar adeptos entre os órfãos do ‘cavaquismo’ que não se mudaram para o colo de Guterres. E só.
Hoje, o CDS é uma excentricidade obscura ou, como diz o dr. Ribeiro e Castro (que não tem nisso particular culpa), um “bibelot” da democracia. No máximo, interessa aos seus dirigentes. E, a julgar pela respectiva adesão ao congresso, nem sempre.
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