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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Setembro de 2006 às 00:00
Ontem foi vaiado no congresso da central sindical TUC, há dias foi mal recebido no Líbano, na semana passada a coisa esteve preta entre ele e o seu ministro das Finanças, Gordon Brown, há muito o sucessor designado mas hoje muito menos amigo do primeiro-ministro do que era há dez ou cinco anos.
Temos, como se sabe, um primeiro-ministro em Portugal ‘blairista’, que acredita nas reformas e no pragmatismo nestes tempos de pouca ideologia. Os problemas de Tony Blair são, em boa parte, devido a que não conseguiu provar ao partido que as suas ideias eram boas, por muito que fosse o primeiro a dar três vitórias seguidas aos trabalhistas nas eleições legislativas. É esse o desafio, também, de José Sócrates que bem gostaria de estar um decénio à frente do Governo. Blair tinha os militantes na mão no princípio, como hoje tem Sócrates, mas depois foi perdendo o contacto. E a questão não é só a guerra no Iraque, é muito mais do que isso, sem esquecer que a situação económica na Inglaterra é geralmente boa, muito melhor do que a média da Europa e indiscutivelmente melhor do que a de Portugal.
Blair será lembrado mais pela força das convicções do que pela coerência de muitos dos seus actos. Foi a economia que lhe deu dez anos no poder. Sócrates tem o mesmo desígnio...
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