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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Novembro de 2004 às 00:00
O desabafo, que soa a recado para o balneário (Trapattoni incluído), percebe-se: o capitão dos ‘encarnados’ é o melhor marcador da equipa, tem sido dos poucos que tem mantido um nível exibicional à altura do clube e sente que se a evidente quebra do Benfica não for contrariada o início promissor ficará por isso mesmo.
Nesta altura, objectivamente, o caso não é para tanto, mas se o capitão do Benfica fala assim é sinal que a pressão de uma época de jejum começa, mais uma vez, a manifestar-se e que a equipa precisa de uma vitória urgente. O adversário de amanhã é ideal por ser primeiro mas também por isso promete ser um obstáculo difícil de transpor.
Não fosse o V. Setúbal líder e esta jornada seria dominada pelo FC Porto-Sporting. À parte de ser um ‘clássico’, o jogo tem tudo para ser interessante: os portistas jogam sobre brasas, à procura de retocar (recompor nem com uma goleada) a série de maus resultados; enquanto os ‘leões’ entram no Dragão muitíssimo confiantes – resultado de cinco vitórias consecutivas –, sabendo que um triunfo os projectará, em definitivo, na corrida do título.
Resta saber o que Fernández será capaz de mudar e como Peseiro vai gerir o capitão Beto, cuja saída coincidiu com o aumento de consistência da equipa.
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