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Correio da Manhã

Opinião
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10 de Janeiro de 2006 às 00:00
Um amigo diz que há três coisas que não se emprestam: a mulher, o carro e… dinheiro. E, pelos vistos, jogadores de futebol. A proeza de Wender, ao marcar dois golos ao clube que o emprestou e lhe paga o salário, infligindo-lhe uma derrota, vem demonstrar:
a) Que o sr. Pinto da Costa é que sabe disto. Percebemos agora porque é que ele não autorizou o Maciel a jogar contra o Porto (o diabo tece-as, como se viu em Braga);
b) Que, apesar de o Regulamento da Liga dizer que o jogador emprestado não pode ser impedido de actuar contra o clube a que pertence (mesmo que seja este a pagar-lhe o salário), há sempre o recurso a umas lesõezinhas de última hora, aos famosos “acordos de cavalheiros”, ou, melhor ainda, a dizer “que o Maciel não jogou porque ‘eles’ não quiseram e obrigando o sr. Jorge de Jesus a fazer, em menos de 24 horas, a figura de urso que se viu;
c) Que, se num País onde na política acontecem coisas como a embrulhada EDP/Iberdrola/Estado português, porque é que no futebol não havíamos de ser também uma república das bananas?
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