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Correio da Manhã

Opinião
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4 de Setembro de 2004 às 00:00
Que ódio pode ser tão profundo até não encontrar limites em símbolos universais de inocência e futuro?
Dos aviões passou para a discoteca, a estação de metro, o concerto de rock, os comboios.
Décadas – mesmo séculos – de autismo diplomático e exploração desenfreada fizeram medrar este mal que ninguém sabe como combater: o terrorismo islâmico já galgou todas as fronteiras terrestres e agora ultrapassou mais uma barreira ética.
Na Rússia, tanto o assalto ao Teatro Dubrovka, há dois anos, como esta acção de libertação da escola de Beslan terminaram num banho de sangue.
Mas aquilo que poderia ser uma punição exemplar, apesar dos graves danos colaterais, nos casos em que do lado errado estão seres que prezam a sua vida e temem por ela, pura e simplesmente não funciona perante a determinação de martírio destes agentes terroristas, para quem morrer é uma libertação. Uma ascensão à vida eterna, plena de prazer.
Para lidar com este terror, haverá outro caminho que não o da força brutal, a resposta à morte com morte? Como se aplaca este ódio revoltado mas místico? Quem tiver resposta que atire a Putin a primeira pedra.
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