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Correio da Manhã

Opinião
4 de Março de 2011 às 00:30

O que não se compreende é que não se queixe com maior veemência em sede própria, ou seja, junto do primeiro-ministro, José Sócrates, e do governo que o indicou ao Presidente da República, Cavaco Silva.

O que ninguém pode aceitar é que, ainda assim, se vá mantendo num posto em que se sente desprovido de poderes. Enquanto Pinto Monteiro fala das escutas ilegais e corta ‘à tesoura’ escutas legais, acumulam-se as razões de protesto dos cidadãos comuns.

Certa ou errada, a sensação que hoje se tem é que tanto o PGR como o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, são advogados do poder político e não agentes da Justiça em Portugal. Nada pior para a credibilidade da política e dos políticos.

Diz-se que a Justiça precisa de ser cega, mas no caso de Pinto Monteiro talvez devesse também ser muda. O PGR tem de falar menos e fazer mais.

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