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Correio da Manhã

Opinião
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10 de Março de 2006 às 00:00
O discurso constitui uma peça que retrata fielmente o político e o homem. Cavaco leva para a Presidência da República um novo estilo pessoal, seco e directo. As suas palavras contrastam fortemente na forma com as de Jorge Sampaio, mesmo que na substância prolonguem o tom patriótico, preocupado e incentivador do seu antecessor.
Cavaco Silva dirigiu-se aos portugueses no mesmo tom didáctico e convocatório com que o administrador delegado de uma empresa apela ao empenhamento dos trabalhadores. Lembrou a todos uma verdade insofismável: o País somos todos nós. A qualidade do colectivo é consequência da soma do nosso labor individual, do que fizermos enquanto trabalhadores e patrões, estudantes e professores. Se queremos ganhar mais, temos de trabalhar melhor. A economia não se faz de milagres.
Em Belém e São Bento passam a estar dois homens pragmáticos, com muitos pontos em comum. Quanto ao resultado disso é melhor aguardar, se bem que seja do interesse colectivo que saibam respeitar áreas de Poder e estabelecer compromissos.
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