Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Octávio Ribeiro

O efeito Morgado

Ao ver a arbitragem do Leiria-Porto, não pude deixar de sussurrar: “É o efeito Morgado.” No momento em que o árbitro assistente chama o seu chefe de equipa para expulsar um génio como Quaresma, por alegada agressão a um adversário, este efeito Morgado teve influência decisiva no jogo.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 28 de Janeiro de 2007 às 00:00
Depois de quase duas décadas em que, para chegar a árbitro internacional sem grande vocação, ou para ter, no mínimo, uma carreira confortável, era preciso não desagradar aos homens controlados por Pinto da Costa e Valentim Loureiro, cai-se agora no extremo oposto.
Esta é uma mera constatação baseada na observação dos jogos desde que a investigação ‘Apito Dourado’ começou: primeiro, os árbitros não sabiam a que senhor agradar. Depois, com a onda de arquivamentos e o fechar de olhos da justiça desportiva, com os nomes do velho regime reconduzidos no poder, parecia que o velho status quo tinha prevalecido. Muitos árbitros voltaram a apitar a favor do vento. Do vento que se implantou paulatinamente durante os anos 80 nos órgãos federativos e se reforçou, em 90, com a sede da Liga a abrir no Porto.
Agora, uma magistrada carismática desata a rever os arquivamentos, a promover novas investigações. A dúvida reinstala-se numa classe servil, ressalvadas honrosas excepções.
O efeito Morgado e o desnorte que provoca na arbitragem, do qual a expulsão de Quaresma é sintoma, pode revolucionar a segunda volta do campeonato.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)