Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

O Estado e a Galp

Os italianos da Eni ganharam nos últimos dias em mais-valias potenciais na Galp cerca de 1,2 mil milhões de euros, tanto como Américo Amorim.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 10 de Novembro de 2007 às 00:00
A participação dos transalpinos nem sempre foi pacífica: começaram como convidados do Governo português e passaram a sócios problemáticos, mas quer através dos dividendos já recebidos, quer através da valorização bolsista da empresa, a holding transalpina fez um dos investimentos mais rentáveis e seguros do Mundo. Só o que recebeu de distribuição dos lucros já foi suficiente para amortizar o investimento e agora tem uma participação que, a julgar pela cotação de ontem, vale mais de 4,2 mil milhões de euros.
Mas a verdade é que os italianos ganharam todo este dinheiro porque foram os portugueses que lhes ofereceram a oportunidade. O Governo, depois da ruptura com os franceses da Total, começou a privatização escolhendo a Petrocontrol, empresa que englobava o Grupo Espírito Santo, Américo Amorim, Patrick Monteiro de Barros, Grupo Mello, entre outros.
Os portugueses não resistiram a alguns milhões de lucro e acabaram por vender. A moral da história da privatização da Galp é que o melhor é deixar o mercado decidir quem fica com as empresas, porque quando o Estado escolheu só enriqueceu alguns investidores e escritórios de advogados.
Ver comentários