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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Vaz

O exemplo incómodo

A onda actual é mais de solidariedade com os gregos, avessos a pagar os impostos a um estado que poderia ser social, se os governantes não preferissem a democracia clientelar.

João Vaz 19 de Fevereiro de 2012 às 01:00

Não há predisposição para olhar para os alemães que, nas duas grandes guerras do século XX, são um bando de carneiros que não se questionam, nem quando estão a perpetrar um holocausto. Mas se não formos tão radicais, ao ponto de querer ver de pé o ministro alemão Schäuble, paralítico em cadeira de rodas por três tiros de um terrorista louco, talvez possamos entender o que é "confiança política".

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, demitiu-se por sentir "a confiança" do povo alemão "seriamente afectada". A decisão aconteceu após um tribunal querer ouvi-lo por no governo regional da Baixa Saxónia, a que presidiu, ter subsidiado um produtor de cinema que depois o convidou para umas férias. Wulff espalhou-se ainda num telefonema a ameaçar um jornalista.

A demissão não foi novidade. Por alturas do 25 de Abril, Willy Brandt demitiu-se de chanceler quando se descobriu que um assessor trabalhava para a RDA. Obviamente era o assessor quem espiava, mas foi o chanceler que se demitiu.

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