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Correio da Manhã

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Fernanda Cachão

O Facebook de Cavaco

Aconteceu que, através de um assessor, Cavaco Silva apresentou condolências às famílias dos bombeiros falecidos - "com discrição e seriedade" - e, dias depois, postou na sua página de Facebook a carta de condolências à família do economista António Borges.

Fernanda Cachão 27 de Agosto de 2013 às 01:00

Não está em causa este ato mas a ausência do primeiro. Expressar publicamente condolências pelos mortos na guerra sazonal portuguesa seria também expressar respeito público pelo sacrifício dos vivos. E foi assim que outros postaram na página de Facebook de Cavaco a frase que deveria ter sido dele - "As minhas condolências aos familiares dos bombeiros falecidos."

Não podemos saber qual o critério do Presidente. Não gostaríamos de acreditar que foi o da figura pública em detrimento da tragédia pública. Registamos só a falta de capacidade de comunicação do inquilino de Belém. Sr. Presidente, não basta ter Facebook. É preciso saber dar-lhe o uso devido.

(Uma achega sobre a balela anual da necessidade de prevenção e blá, blá, blá. Em 2012 o dispositivo de combate custou 75 milhões de euros e a prevenção 18 milhões - 81 por cento para combate, 19 por cento para a prevenção. E está tudo dito.)

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