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Correio da Manhã

Opinião
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Luciano Amaral

O fim de um mundo

Diz-se que a Guerra Fria terminou em 1989 (queda do muro de Berlim), ou então em 1991 (fim da URSS). Mas talvez fosse melhor pensar em 11 de Setembro de 2001.

Luciano Amaral 10 de Setembro de 2011 às 00:30

Até ao Afeganistão, tudo correu dentro do padrão anterior: apenas alguma esquerda tergiversou, entre desculpabilizar o ataque a Nova Iorque e a teoria da conspiração. Mas em 2002 e 2003, no ataque ao Iraque, tudo mudou.

Grande parte dos "aliados tradicionais" dos EUA recusaram-se a acompanhá-los num conflito militar decisivo. Os EUA julgaram contar com eles como dantes. Ofereceram uma ideologia de libertação justificando a guerra, mas não foram seguidos.

Recorde-se a década entre 1989-91 e 2001: com o Mal derrotado, o mundo globalizava-se e vivia próspero, e aqueles que partiam montras por aqui e acolá eram vistos só como órfãos do comunismo.

O que se seguiu a 11 de Setembro mostrou que não era assim. E muitos aliados da Guerra Fria (incluindo muita direita) juntaram-se ao coro contra os EUA. Ressuscitou até a ideia, com um certo ar de farsa, de uma "civilização" alternativa (como antes a URSS), materializada na União Europeia. Na realidade, foi o fim do Ocidente como ele existira desde 1945. Hoje vemos isso mais do que nunca.

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