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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Fevereiro de 2006 às 00:00
O golo de João Pinto em Barcelos colocou o Boavista nas contas do título. O clube está a sete pontos do FC Porto, mas até final ainda vai defrontar os três grandes – primeiro o Sporting, em Alvalade (26.ª jornada); depois, no Bessa, Benfica (31.ª) e FC Porto (34.ª).
Após um arranque irregular, o Boavista assimilou de vez as ideias de Carlos Brito, um dos melhores técnicos da Liga. Defesa e meio-campo estão quase perfeitos (nas últimas sete vitórias consecutivas, o Boavista sofreu um golo), mas já o ataque continua a depender do intérprete mais inesperado, o veterano João Pinto, melhor marcador da equipa, com nove golos.
O momento-chave desta boa época foi talvez aquele em que JVP rejeitou os milhões árabes para renovar com o Boavista. Todos ficaram contentes: João Pinto, porque também a sua vida pessoal vive uma boa fase e podia acompanhar de perto o nascimento de mais um filho; João Loureiro e Carlos Brito, porque mantinham o ídolo e o capitão. Reunidas as condições foi deixar João Pinto brilhar. E ele brilha.
Os nove golos igualam o registo de 2001/02, época em que foi campeão pelo Sporting. Para achar melhor (18 golos) é preciso recuar até 1995/96, era JVP o menino bonito da Luz.
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