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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

O homem da mala

Manuela Ferreira Leite tem muita coisa a seu favor neste ciclo eleitoral. Ganhou as Europeias contra tudo e contra todos, tem credibilidade e uma história limpa na vida profissional e na política. Sobretudo depois das Europeias, Sócrates e o PS perceberam que o PSD estava embalado para as Legislativas e evidenciaram grande nervosismo, cometendo erros infantis. A súbita transição plástica feita pelo primeiro-ministro de animal feroz para português suave deu bem a dimensão da força que ganhava a liderança de Ferreira Leite.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 5 de Agosto de 2009 às 00:30

A guerra das listas de candidatos, porém, veio evidenciar algumas fragilidades da líder do PSD. Não está a unir o partido, abrindo guerra com distritais importantes, mas, pior do que isso, não o faz pela boa causa que seria uma profunda varredela nos interesses instalados no aparelho. Até ver, retribuiu o silêncio santanista com uns quantos lugares, recuperou figuras gastas e apostou no transfuguismo de Maria José Nogueira Pinto. Por fim, deixou-se vulnerabilizar ao admitir a candidatura de um fiel que queima: António Preto. Mais do que arguido em processo judicial, este é um dos mais conhecidos homens da mala da política portuguesa. Pagou campanhas com malas de dinheiro e promoveu as habituais guerras sujas na distrital de Lisboa. A mercearia pura, que Manuela não queria...

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