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Correio da Manhã

Opinião
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15 de Maio de 2004 às 00:00
Tentou inverter a lógica despesista do Sporting, moveu-se bem num mundo a que era estranho e, creio, gostou da experiência. Faltou-lhe, como antes a Miguel Ribeiro Teles, um maior conforto na exposição mediática, porque o futebol hoje também se joga aí e é aí, no fundo, que se presta conta aos associados, aos simpatizantes e aos adversários.
O futebol precisa de se aproximar mais de uma lógica empresarial, mas verdadeiramente ainda ninguém o conseguiu, em lado nenhum do mundo. E por isso a experiência de Bettencourt – homem que veio da banca – era mais um contributo que importante. E por isso também é que não faz sentido que saia por causa dos resultados – um ano menos bom, mais a mais com boas contas, tem de ser aceitável. É bem mais plausível, independentemente das razões pessoais com certeza estimáveis, que Bettencourt não tenha gostado das intervenções de Dias da Cunha, que têm desafiado qualquer lógica. O Benfica-FC Porto de amanhã, num Jamor que aliás devia ser inaceitável para um jogo destes, é a melhor prova. E assim veremos se o legado de Bettencourt tem algum efeito no próprio Sporting. Se nem aí o tiver, será uma pena...
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