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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Março de 2003 às 01:10
A campanha começou com uma batalha aparentemente estranha. O Departamento de Defesa dos EUA usou o termo “alvos de oportunidade” para caracterizar os ataques realizados com o objectivo de eliminar a liderança do regime iraquiano.

Das acções do primeiro dia de combates poderemos afirmar que os EUA realizaram uma tentativa – externa ao plano principal da campanha – para eliminar Saddam Hussein e os seus principais conselheiros, na expectativa de um sucesso poder desencadear acontecimentos políticos em Bagdade que evitassem o recurso maciço à força militar. Consistiu numa série de ataques precisos sobre diversos centros de decisão e de comando e controlo localizados nas imediações de Bagdad, essenciais para o emprego coerente das forças de defesa do Iraque.

Nas próximas 24 horas seguir-se-ão novos bombardeamentos, cada vez mais intensos, à medida que as defesas aéreas de Bagdad forem degradadas e os aviões dos EUA poderem actuar sem perigo de serem abatidos. Depois de cada bombardeamento com mísseis de cruzeiro e aviões, os EUA desencadeiam um processo de avaliação dos resultados, essencial para determinar a eficácia dos ataques e para planear novas acções. Isto significa que os bombardeamentos serão intercalados com períodos de acalmia, a que se seguirão outros ataques aéreos logo que o processo de avaliação de resultados esteja concluído e as novas ordens de missão sejam determinadas.
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