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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

O inspector João Melo

A violência associada a estabelecimentos de diversão nocturna não conhece fronteiras. Depois do Porto, a guerra alastra a Lisboa.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 3 de Setembro de 2007 às 00:00
Impressiona a facilidade com que circulam armas na noite, impressiona a facilidade com que se puxa um gatilho, impressiona a falta de respostas adequadas. Não é de hoje nem de ontem que a noite e os seus rufias dão sinais de se terem transformado em territórios e protagonistas subtraídos a qualquer lógica de soberania própria de um Estado de Direito.
Onde impera a lei do gatilho a polícia é recebida a tiro e esse é um tipo de confronto que só traz problemas e nunca soluções. O que é grave é que o combate ao fenómeno não tenha merecido na última década a atenção, o investimento em inteligência, a continuidade na recolha de informação, a prevenção e a repressão que a PJ do Porto tinha começado há nove anos. Se tivessem sido aplicados os meios, ou melhor, se as instituições tivessem funcionado, talvez não se vivesse agora esta situação que nos desafia a todos, na medida em que põe em causa um direito fundamental da comunidade, como é a segurança.
E talvez tivesse sido muito mais honrada a memória do inspector da PJ, João Melo, que tombou num dos primeiros episódios desta guerra sangrenta que se arrasta.
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