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Correio da Manhã

Opinião
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29 de Novembro de 2005 às 00:00
Chegamos ao fim de Novembro e aparece Carlos Martins. Já há um ano tinha sido assim: a 28, marcou, ao Moreirense, o seu primeiro golo da época. Desta vez, a 27 (porque o jogo foi ao domingo), estreou o nome na lista dos marcadores, frente ao V. Guimarães, jogo no qual contribuiu ainda de forma decisiva para o outro golo do Sporting, com duas assistências para Deivid (o brasileiro só aproveitou a segunda).
Carlos Martins é um jogador único no Sporting. Tem visão de jogo, grande capacidade para explorar o espaço vazio, técnica de passe e de drible, remate forte e colocado e até mudanças de velocidade. O problema é que lhe faltam concentração e continuidade: a grandes exibições sucedem-se invariavelmente lesões que o afastam e impedem a equipa de confiar nele de forma repetida.
No ano passado, Martins teve de ser substituído na primeira parte do jogo em que fez o primeiro golo. Regressou, um mês depois, desfez o V. Guimarães com dois golos numa vitória por 4-2, mas não tardou a lesionar-se de novo. Da resolução deste problema – orgânico, físico ou até de falta do chamado treino invisível – dependem o próprio e o Sporting, tão necessitado de talento.
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