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Correio da Manhã

Opinião
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29 de Novembro de 2005 às 00:00
Esta liderança da Liga pelo Nacional da Madeira é uma aberração a vários títulos. Desde logo, só por ironia se pode chamar Nacional a um clube que iniciou a época com um plantel de onze brasileiros, um suíço, um búlgaro, um espanhol, um argentino e, com o aportuguesamento do seu actual treinador, quatro portugueses. Mas ainda há pouco tempo, o Nacional tinha 22 estrangeiros e dois portugueses, só um deles titular.
É um clube sem sócios, de que os madeirenses gostam pouco (é só ouvi-los falar), com um estádio pequeno e em altitude (onde não há folgo que resista), a que o presidente-dono, eng. Rui Alves (conhecido por “o 500”, ex--vereador das Obras da Câmara do Funchal, hoje construtor civil e milionário), deu modestamente o seu próprio nome.
Numa ilha com 240 mil habitantes e o 5.º maior orçamento da Liga, a aberração do Nacional é um milagre do Orçamento de Estado do dr. Jardim, que, com o “nosso”, lhe dá só de subsídio directo mais de 600 mil contos/ano a fundo perdido. E vai dar 20 milhões para obras já anunciadas no estádio. É o que se chama apostar na juventude madeirense…
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