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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Março de 2005 às 01:59
Os três países, até agora defensores do diálogo com o Irão sobre o seu programa nuclear, passaram-se para o lado mais exigente preconizado pelos EUA quanto a reclamar provas do carácter pacífico da aposta. Tudo porque os iranianos rejeitaram a visita de inspectores a um centro militar.
Quase dois anos depois da invasão do Iraque, ainda se põe em questão a vantagem da iniciativa para a paz e segurança no Mundo. Há sinais que o Iraque passou de refúgio de terroristas a cenário de sangrentos atentados, o que só confirma a abundância local de operacionais na matéria. Ao mesmo tempo, raptos de ocidentais negociados com forças fácticas de Damasco, execuções à bomba no Líbano e suicidas assassinos contra a paz israelo-palestiniana mostram que a Síria não é um estado pacífico. E como o Irão procura a bomba atómica ficamos entendidos sobre a natureza deste triângulo a que se associa a referência de ‘eixo do mal’. Todos têm direito a preferências políticas, mas não podem confundir simpatias com soluções de paz. E estas são a liberdade e a democracia e nunca o apoio a chefes do terror.
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