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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Outubro de 2006 às 00:00
Oque faz de Anderson um jogador muito acima da média? Sem dúvida, a capacidade física e técnica que tem de, entre adversários, serpentear com bola e levá-la, sempre em velocidade, até zonas de definição, onde serve os companheiros colocados frente às redes.
Há jogadores que driblam, dotados de imaginação, mas que precisam de um lado artificialmente criado por onde sair. Esses, jogam junto à linha lateral.
Anderson fá-lo onde é mais difícil mas também mais importante: de cara para o golo. Colocado junto à linha lateral, mesmo à direita, de onde pode explorar o pé esquerdo em remates fortíssimos e colocados que também fazem parte dos seus muitos recursos, é diminui-lo. E só não é anulá-lo porque o rapaz é mesmo bom. Mas, conforme voltou a ver-se frente ao Marítimo nos 15 minutos em que, por precauções defensivas, andou pela linha lateral, fazê-lo é como ter um Picasso fechado num armário: sabemos que ele está lá e que até vale um bom dinheiro, mas não deixamos que ninguém o veja. Não vá o diabo tecê-las.
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