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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Abril de 2006 às 00:00
Bento XVI manteve a interpretação conhecida há 1800 anos de que Judas se vendeu pelos famosos trinta dinheiros porque Judas só avaliou Jesus pelas categorias do poder e do sucesso e não pela do amor. Arquivou assim a confusão que se podia instalar.
O Papa abriu também esta semana grande falando dos valores da renúncia contra a avidez e a corrupção que grassam no mundo. É essa sensação de que nada é proibido, na vida pessoal ou na vida pública, que faz com que se tenham perdido muitos valores.
Se mostra uma certa abertura em alguns problemas da Igreja, como já reconheceu o teólogo Hans Kung (que sempre achou Ratzinger um conservador impenitente), o Papa não perde a ocasião de reafirmar valores tidos por universais, mas que são hoje muito pouco observados, sobretudo na vida pública. A Páscoa, o tempo da cruz e da ressurreição de Cristo, é boa altura para que todos, sobretudo os políticos, tomem boa nota destas referências. A clareza das posições e a renúncia pessoal são um princípio porque no fim, disse Ratzinger, só se pode vencer o Mal com o Bem. Porque todos sabemos que existe o Mal e o Bem.
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