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Correio da Manhã

Opinião
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Francisco José Viegas

O marciano

No derradeiro debate, as fragilidades de José Sócrates foram mais visíveis – o que também se deveu, naturalmente, a Passos Coelho, bem preparado, sóbrio e frontal.

Francisco José Viegas 21 de Maio de 2011 às 00:30

Em que se resumem as fragilidades de Sócrates? Nisto: numa máscara que já não funciona nem tem utilidade – ouvindo-o, parecemos estar diante de um marciano que é autorizado a regressar ao país depois de seis anos e o encontra virado do avesso, à beira do colapso. Não funciona. Detectam-se as armadilhas mil vezes utilizadas, os truques que já não têm uso, as inflexões que repete como um autómato. O que ali estava, ontem, era uma sombra do Sócrates combativo e convicto de há seis anos; não admira: perdeu o combate e não guarda nenhuma convicção para além da de querer manter o poder a todo o custo. Passos Coelho foi recompensado pela sua serenidade e pela clareza que ontem passou perfeitamente; vai ter de enfrentar os desesperados.

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