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Correio da Manhã

Opinião
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10 de Março de 2006 às 00:00
Um antigo Presidente deve desejar felicidades a quem vai ficar aos comandos do País, mesmo não sendo da mesma família política. Antes de um gesto de pura cortesia, é um imperativo democrático de respeito. Um sinal de humildade e aceitação da vontade popular.
Soares comportou-se como o menino mimado que, quando está a perder, pega na bola e vai para casa. O problema de Soares é que não pode pôr o País no bolso e decretar o fim do curso da história. E o País votou Cavaco, à primeira volta.
Claro que nem só deste gesto feio de Soares viveu a falta de chá democrático na tomada de posse no Parlamento. Direita e Esquerda comportaram-se como claques de futebol em momentos distintos de homenagem a Sampaio e a Cavaco. Uma lástima.
Mas, com um ‘pai’ que se comporta como Soares, muito bem anda a nossa Democracia, apesar de tudo.
P.S. – A Ordem suspende José Maria Martins, a defesa de Cruz abandona a guerra convencional e lança a bomba atómica das testemunhas surpresa: Paulo Portas, Manuela Moura Guedes, Luís Filipe Pereira.
O processo Casa Pia recupera de súbito o músculo mediático.
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