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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

O 'método Morgado'

A acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) aos cinco gestores do BCP é um documento muito interessante, pela concepção que demonstra em matéria de investigação criminal. Um caso que tinha todos os condimentos – estatuto dos arguidos e complexidade das operações – para se transformar num megaprocesso ingerível foi investigado com grande rapidez e resultados.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 27 de Junho de 2009 às 00:30

Registado como inquérito a 19 de Dezembro de 2007, não se afogou em papel e andou com rapidez. Para isso, percebe-se bem ao ler o documento, foi essencial uma lúcida direcção do inquérito, uma aturada materialização da investigação pela PJ e um decisivo trabalho pericial pelo Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os protagonistas do sistema de Justiça articularam-se, aproximaram-se, trabalharam rápido. A Justiça só tem verdadeira dimensão punitiva ou absolutória quando respeita o valor da actualidade. Seja qual for o resultado que este caso venha a ter, uma coisa é certa: o ‘método Morgado’, síntese do que é a concepção da coordenadora do DIAP sobre o que deve ser a investigação criminal, dá mais saúde ao sistema de Justiça. Combate o sentimento de impunidade porque dá resultados e reforça as garantias de defesa dos arguidos porque privilegia a rapidez.

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