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Correio da Manhã

Opinião
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10 de Maio de 2009 às 00:30

O príncipe Ghazi Bin Talal fez um percurso de acolhimento ao Papa muito importante. Referiu-se a essas declarações de Bento XVI dizendo que os muçulmanos aceitaram as explicações da Santa Sé e afirmando que eram meramente históricas e que as polémicas que se seguiram foram alimentadas pelos que desrespeitam o valor da religião. Sendo um muçulmano e dizendo isto ao Papa, o príncipe Ghazi (ocupa um cargo que pode ser considerado uma espécie de ministro dos Assuntos Religiosos) referiu-se ainda à honra que era para a Jordânia a visita de Bento XVI mesquita. Por tudo isto, considero a visita um marco histórico.

Aliás, o próprio porta-voz do Papa considerou que houve uma evolução no caminho das relações entre católicos e muçulmanos. Neste contexto, referiu que católicos e muçulmanos devem dar o exemplo. No Monte Nebo, que tem uma vista fabulosa sobre a Terra Santa, o Papa apelou à esperança. Após ter deposto a primeira pedra da futura Universidade Católica, o Santo Padre encontrou-se na catedral greco-melquita com um verdadeiro mosaico de católicos de vários ritos (maronitas, sírios, armenos caldeus e latinos).

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