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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

O Mundial português

Portugal parte para mais um Mundial de Futebol com expectativas comedidas. Já lá vão os tempos da euforia de Scolari e dos craques da ‘geração de ouro’ que tiveram o País a seus pés no Euro 2004. Agora, a relação dos portugueses – como ontem se viu na partida da Selecção – é mais fria, porventura mais racional. Tudo dependerá, é certo, dos resultados que vier a obter.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 6 de Junho de 2010 às 00:30

Mas é melhor partir do menos para chegar ao mais. Sobretudo, é melhor olhar para este tipo de fenómenos com o comedimento necessário, colocando cada coisa em seu lugar. O futebol é um desporto fantástico e um negócio de milhões mas não é ele que nos vai tirar do ciclo depressivo em que económica e politicamente estamos a entrar. Se ganharmos o Mundial será muito bom mas não estará nesse triunfo o nosso Cabo da Boa Esperança. Pior: já se nota o habitual bafio político-desportivo em torno da Selecção que nos tenta sempre empurrar para o nacionalismo tosco, próprio dos débeis mentais. O nacionalismo que transforma em insulto qualquer pergunta incómoda ou meras observações de sentido crítico. Já se nota o bafio das fotografias de propaganda política. Apesar da importância que tem ganhar na África do Sul, o Mundial português que conta é outro: exigir o bom governo da Nação e chutar a propaganda para fora do campo.

 

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