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Correio da Manhã

Opinião
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F. Falcão-Machado

O Mundo do Livro

Temo que haja passado despercebido um evento que se realizou há dias na capital do México sob o patrocínio do Fundo de Cultura Económica e com o objectivo de reflectir sobre o futuro da palavra escrita ou, mais exactamente, da edição impressa. Refiro-me ao Congresso Internacional do Mundo do Livro. Nele se reuniram escritores, editores, críticos, professores, publicitários, jornalistas e tradutores de todo o Mundo, com especial destaque para representantes do espaço latino-americano e do Brasil, EUA e Espanha.

F. Falcão-Machado 18 de Setembro de 2009 às 00:30

O tema não é meramente académico e abrange numerosas vertentes. Por um lado, a nossa actual civilização repousa basicamente em formas cada vez mais céleres de transmissão de cultura e informação. Por outro lado, os avanços que se têm logrado na luta mundial contra o analfabetismo acabam inevitavelmente por produzir reflexos num vasto campo que vai desde o discurso político às formas modernas de fazer comércio, passando pela sensível questão dos direitos de autor. E aí a indústria da comunicação enfrenta mais uma vez a incontornável questão: até que ponto pode ser necessária ou legítima a intervenção do Estado? Ainda não foi desta vez que esta e outras perguntas obtiveram resposta definitiva, mas as vias de reflexão estão abertas. E em Portugal?

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