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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Abril de 2005 às 00:00
Viveu mais de 84 anos, nasceu no Leste da Europa, numa Polónia que sofreu os maiores padecimentos do século XX, desde a guerra ao holocausto e à ditadura comunista, mas na cadeira de São Pedro, em Roma, liderou uma genuína redenção pela liberdade.
Hoje, o seu país Natal já pode trilhar os seus caminhos de futuro sem a terrível opressão que o escritor Gunther Grass descreve de forma magistral em ‘O Tambor’, com uma mulher a ser violada, por uns e outros, até sob os clamores de uma propalada liberdade.
João Paulo II enfrentou todas as dificuldades com uma inabalável e rica fé em Deus. Soube continuar o caminho quando ficou órfão de mãe ainda criança, perdeu o único irmão aos 12 anos e o pai aos 20. Sem família próxima, seguiu o apelo de Deus, tornou-se padre, e com uma indómita vontade, pregou o amor ao próximo, a esperança, a liberdade nas condições da mais brutal opressão política. Rasgou caminho à frente dos fiéis e nunca baixou os braços, nem quando depois de Papa sofreu um atentado que o liga para sempre, como ‘bispo branco’, à Mensagem de Fátima.
Com a sua fé, mudou o mundo. Deixa-nos uma tocante herança de amor.
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