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Correio da Manhã

Opinião
19 de Novembro de 2006 às 00:00
O desfazer da coligação não é uma boa notícia. Maria José Nogueira Pinto foi acusada de deslealdade, um defeito que não se conhecia à antiga secretária de Estado de Cavaco Silva.
Mais estranho ainda é que todo o episódio, apesar das críticas internas no PSD da interferência directa de Marques Mendes, não motivou de Ribeiro e Castro, líder do CDS, mais do que curtas e insignificantes palavras. Como se para o partido fosse exactamente igual ter ou não uma palavra importante na governação da capital. Que haverá mais por detrás disto que leva Ribeiro e Castro a deixar tudo em pratos tão sujos como a deslealdade?
Não tenho grande simpatia pela forma como as diversas facções do CDS têm atacado o líder na rua, mas Ribeiro e Castro começa a ser um líder incompreensível – um não-líder de facto.
Se se queixa do grupo parlamentar, se diz e se desdiz em relação ao Orçamento do Estado, se não diz nada sobre a Câmara de Lisboa, é preciso procurar bem para saber em que é que Ribeiro e Castro manda mesmo.
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