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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Agosto de 2005 às 00:00
O Papa alemão escolheu o seu país natal para a sua primeira saida do Vaticano e vai ser importante desde logo verificar como se dirige a uma Igreja alemã que o vê com alguma desconfiança, tal como os protestantes do país de Martinho Lutero. E hoje Bento XVI vai a uma sinagoga, acompanhado do arcebispo de Paris, Monsenhor Lustiger – que nasceu judeu numa família polaca – na esteira de João Paulo II, que em 1986 foi à sinagoga de Roma.
Lustiger disse já que estes quatro dias de Bento XVI em Colónia significam ”o fim do luto” alemão que vem desde a II Guerra Mundial. É uma afirmação excessiva, mas que mostra a importância que a viagem pode ter e as expectativas que nela põem muitos católicos.
A herança não é fácil, porque João Paulo II foi o Papa da comunicação e das multidões e conseguiu criar uma relação directa com o povo e nomeadamente com a juventude. O milhão de pessoas, vindas de todo o mundo, que é esperado domingo na missa ao ar livre em Colónia, estará lá para perceber também que mensagem traz o Papa Ratzinger. Se se confirma que o duro presidente da Congregação para a Doutrina da Fé se tornará um Papa intransigente na fé, mas capaz de um discurso mais aberto.
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