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Correio da Manhã

Opinião
9
11 de Janeiro de 2009 às 00:30

Rio tem qualidades políticas superiores à maioria dos seus pares. E a sua ambição não se sacia na Câmara do Porto, todos o sabem. Mas Rio padece de um calculismo mais forte do que as suas pretensões – aquilo que deseja é sempre refreado e adiado em prol da escolha do momento ideal para avançar (que nunca chega).

Assim, Rio ilude duplamente o seu estatuto: para MFL é um mau número dois porque planeia ser o número um; para o partido é um vice com uma agenda própria e que ficará afastado mais alguns anos do que julga ser o seu destino caso o PSD vença as Legislativas.

Rio simboliza parte da dramática solidão em que MFL está embrenhada – quase todos os que a rodeiam não querem o êxito eleitoral do PSD e muitos (incluindo alguns entes menores) vêem-se na posição de seus sucessores após a derrota previsível.

É certo que seria difícil a alguém como MFL fazer melhor. Mas o seu asfixiante desamparo é mais uma vantagem para Sócrates.

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