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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Dezembro de 2003 às 00:00
Eles são quase todos maus, mas este Paulo Costa, perdão, Baptista, no sábado à noite em Alvalade, exagerou. Salvo o devido respeito, o homem fez-me lembrar uma história do tempo do doutor Salazar. A braços com a imparável revolta dos negros nos EUA, devastados por lutas raciais, o presidente Kennedy perguntou um dia a Salazar, que governava então sob a aparente paz dos cemitérios, como é que ele conseguia ‘aquilo’ num país com mais negros do que brancos. O Manholas respondeu singelamente: "Trato-os todos como pretos!" Foi o que o assoprador Baptista fez no Sporting-União de Leiria, distribuindo quase por igual entre as duas equipas os seus erros e disparates e acabando por deixar as duas partes aos urros. Não marcou um penálti a favor dos ‘leões’ (mão de João Paulo), mas compensou-os com um penálti que não existiu (carga de Oliveira sobre Liedson). O golo do Sporting é precedido por falta de Polga sobre Maciel (que foi ceifado), mas para o descompensar, anulou-lhe um golo legalíssimo.
E, para acabar de distribuir o mal pelas aldeias, perdoou a Pedro Barbosa uma falta que ele fez sobre Gabriel, dentro da grande área do Sporting. Foi, enfim, o que se poderia chamar um verdadeiro Paulo (Salomão) Baptista. É verdade que acabou por ganhar quem mais mereceu ganhar, mas os resultados de uma prova de futebol profissional, que envolve encargos de milhões e outras responsabilidades, não pode estar sujeito à lotaria que é a incompetência destes assopradores de apito. Com a agravante de termos de estar sempre a falar deles…
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