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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Agosto de 2007 às 00:00
Não me lembro de nenhum treinador benfiquista despedido ao fim da 1.ª jornada do campeonato. Em 1995, Artur Jorge foi chicoteado à 3.ª jornada e, em 1997 e 2000, Manuel José e Jupp Heynckes receberam guia de marcha à 4.ª jornada.
Estava na cara, Fernando Santos tinha os dias contados depois de ter sido “tornado público” que o presidente Luís Filipe Vieira tinha passado um fim-de-semana em Espanha (“férias...”) com José Antonio Camacho – coisa deselegante, no mínimo.
O empate concedido ‘in extremis’ ao Leixões, depois da vitória esquelética sobre o Copenhaga, foi o ponto final. Livra-se a nação encarnada de um treinador “mal-amado” que, tendo responsabilidades próprias no processo, pagou sobretudo o preço de uma temporada muito mal planeada pelo presidente-também-manager: esse, sim, o maior responsável pela situação bizarra que o Benfica atravessa.
O próximo treinador (13.º desde Setembro de 2000) terá de começar tudo do zero com uma equipa que, por ‘supuesto’, “não foi escolhida por ele”. Percebem? Tem desculpa garantida se o Benfica ficar a ver navios. E como Veiga também já não tem nada a ver com o assunto, a culpa só pode ser... do Wally. É este o outro ‘inferno’ da Luz.
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