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Correio da Manhã

Opinião
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20 de Agosto de 2004 às 00:00
Nas suas últimas avançadas resolveu pedir a demissão do procurador-geral da República não em seu nome próprio – o que já seria muito – mas em nome do País. Não há nada maior do que o dr. Soares.
Souto Moura não fez tudo bem nestes quatro anos de mandato. Seria difícil ter uma folha limpa, convenhamos, com os casos que os seus homens tiveram em mãos. Mas não tenho nada a certeza que, comparando com o seu antecessor – Cunha Rodrigues, que serviu com o dr. Soares – o número de violações do segredo de Justiça tenha subido. Na altura, com a régia complacência do mesmo dr. Soares.
O dr. Soares e alguns amigos acham que se apagam fogos ateando outros. Mas o Estado e as suas instituições precisam de estabilidade, como aliás defendia, antigamente, o dr. Soares.
Hoje Mário Soares está contra “o Bush”, “o Blair”, o PR, o primeiro-ministro, José Sócrates, Manuel Alegre. Defende o seu filho, como qualquer pai. Mas não como um estadista.
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