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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

O País a sério

O país dos brandos costumes instalou-se na indiferença perante a lei e a autoridade. É um hábito que vem de longe e devia fazer reflectir quem continua a legislar caudalosamente. E porque Portugal viveu 48 anos sob o arbítrio do Estado Novo, fica estranho que a autoridade passe o tempo a assobiar para o lado e cada um a fazer o que lhe dá na gana.

João Vaz 20 de Agosto de 2009 às 00:30

O picante episódio das fotografias de topless feitas para a ‘Playboy’ no Padrão dos Descobrimentos, em Belém, sem ninguém responsável saber, nem ver, e que leva, como noticia o CM, a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural a mandar o assunto para análise do respectivo departamento jurídico, constitui apenas mais um caso. Há uma semana foi possível a um grupo de atrevidos mudar a bandeira do mastro da Câmara de Lisboa. Em Belém, se não houve fotomontagem, tudo se passou na maior tranquilidade. Há tanta lei, regulamento, competência e o mais que se imagina que não se pensa em cumprir nada. Além disso há horas de expediente e no resto do tempo nada funciona.

Deixar assim correr as coisas não é apenas uma tolerância com brincadeiras e correlativos. É resultado da falta de Justiça, de Educação, de responsabilidade social, de respeito de cada um pelo outro e pelo País. A sério o País só precisa de pensar se necessita de tanto Estado e de tanta lei para viver neste ao deus-dará.

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