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Correio da Manhã

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José Rodrigues

O pântano dos swaps

A polémica dos swaps prossegue, de surpresa em surpresa.

José Rodrigues 26 de Agosto de 2013 às 01:00

A última foi que Heitor Agrochão, diretor operacional da Inspeção-Geral de Finanças (IGF), ordenou a destruição de documentos que, em 2008, serviram de base à elaboração, pela IGF, de relatórios de auditoria ao financiamento de empresas públicas. Ficaram os relatórios, mas eliminou-se a possibilidade de avaliar a sua qualidade.

Em defesa de Agrochão, o Ministério das Finanças explicou que, ao fim de três anos, os ‘papéis de trabalho’ podem ser destruídos, de acordo com as práticas internas da IGF, ‘esquecendo’ que o seu regulamento arquivístico obriga a que se conservem os documentos em arquivo ativo durante três anos e em arquivo inativo durante 17 anos. Muito há por esclarecer: Agrochão agiu por sua conta, ou seguiu ordens? E, neste caso, de quem? Qual a data precisa da destruição? A ordem foi oral ou existe, como é suposto, um ofício? Por que razão só foram destruídos os papéis de seis relatórios e não dos oito que a IGF elaborou?

As perguntas devem, como é habitual, ficar sem resposta. O caso dos swaps é um pântano de águas turvas que não se deixa penetrar e fede à distância…

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