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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Setembro de 2004 às 00:00
As sondagens apontam para um passeio eleitoral de José Sócrates. Com a linha dura do partido cindida em falanges – qual delas a mais anacrónica? –, José Sócrates aparece como único candidato capaz de levar o PS ao poder.
Assim se explica o apoio conseguido junto dos coronéis do aparelho, pouco interessados em devaneios ideológicos, verdadeiros fantasmas para os eleitores do centro que, com Sócrates, poderão devolver aos socialistas a mesa central do orçamento.
É duma teia urdida de promessas e pequenos favores que se faz a vida celular dos dois grandes partidos. O emprego para o filho, o empenho para a mulher, a consulta para a sogra – eis o que une estas dezenas de milhar de militantes, muito mais do que qualquer projecto nacional.
Daí que um aparentemente saudável exercício de democracia mais não seja que um baço plebiscito ao candidato em quem os Jorges Coelhos põem as fichas.
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