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Correio da Manhã

Opinião
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4 de Dezembro de 2004 às 01:44
A sondagem do Correio da Manhã, realizada após o anúncio de dissolução da Assembleia da República, revela que os desejos políticos do ex-eurodeputado são partilhados por milhares de portugueses. Nove anos depois de ter terminado o seu consulado em S. Bento, Cavaco acumula um capital político que pode dispor da forma que bem entender.
Provavelmente prefere Belém, mas se hoje manifestasse a intenção de seguir os desejos expressos por Pacheco Pereira, o filme do Conselho Nacional de hoje seria bem mais agitado para o actual líder.
Ontem nas páginas do ‘Diário Económico’ surgiu outro potencial candidato à liderança do PSD: António Borges, um economista prestigiado, que pode conquistar simpatias entre os que desejavam um novo “Cavaco Silva”.
Mas para António Borges ou qualquer outro putativo candidato, mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, não basta fazer a rodagem de um carro novo para ter o partido a seus pés. A ‘máquina’ do PSD ainda está nas mãos dos fiéis de Santana e os notáveis desejados não se arriscam a uma disputa de resultados incertos.
Cavaco deixou saudades junto de uma parte significativa do eleitorado e até entre os que em Outubro de 1995 votaram Guterres .
A este facto não será estranha a espécie de síndroma de degenerescência que afectou a democracia portuguesa, em que os primeiros-ministros cessantes só foram elevados ao patamar de ‘estadistas’ após a comparação com os seus sucessores.
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