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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

O primeiro exame

Hoje, Portugal enfrenta o primeiro exame dos mercados. É apenas uma emissão de 500 milhões de euros, quase uma gota de água dos 20 mil milhões de novas necessidades de financiamento do Estado para o corrente ano.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Janeiro de 2011 às 00:30

A tendência de subida de juros das últimas semanas deve aumentar o custo desta operação a curto prazo (empréstimo de seis meses) para valores recorde. A colocação de hoje ainda deve ser uma questão de preço, mas, se a desconfiança dos mercados permanecer nos próximos meses, a dúvida é se os credores ainda continuam a comprar dívida portuguesa . Se houver ruptura e o Estado não conseguir dinheiro para pagar os salários, as reformas e compromissos com os fornecedores, a única opção do Governo será mesmo a de pedir o resgate à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Desde a crise grega que os mercados financeiros desconfiam dos países periférico. Portugal padece, como os helénicos, de problemas de sustentabilidade de finanças públicas, com largos défices e elevado endividamento, associados a fracas perspectivas de crescimento económico. As dúvidas sobre se este País consegue pagar as dívidas são legítimas. A história da última década, com anemia económica e crescente endividamento, depois de vendidas as principais jóias da coroa nas privatizações, é um péssimo precedente. Com outra década no mesmo ritmo, Portugal não conseguirá pagar as contas.

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