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Correio da Manhã

Opinião
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Octávio Ribeiro

O próximo Governo

Este orçamento, mesmo com toda a violência que abate sobre os portugueses, não é nada comparado com o que estará para vir se a classe política não absorver a coragem exigível nos próximos anos.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 3 de Novembro de 2010 às 00:30

Regeneração. Só um profundo movimento de regeneração refundará a confiança dos portugueses nas instituições democráticas.

O próximo Governo e o Parlamento que lhe dará suporte devem olhar para a Educação e adequá-la às necessidades do mercado. Devem olhar para as leis penais e corar de vergonha. Nenhum Estado pode exigir esforços crescentes ao Povo sem curar de defender o dinheiro que é de todos.

A corrupção em particular e o crime económico em geral carecem de instrumentos adequados ao seu enérgico combate. Exigem censura penal adequada contra actos que, milhão a milhão, lançam famílias para a míngua e estrangulam Portugal.

O próximo Governo terá de olhar para o tempo que ainda tarda nos caminhos da Justiça. E, enfim, acertar este relógio oitocentista para as necessidades do terceiro milénio.

O próximo Governo terá de assumir a coragem de, mesmo em tempos de crise, investir na protecção da natalidade. Urgem incentivos cegos e sérios que permitam aos jovens da classe média o desafio de ter filhos sem correr o risco da penúria – então sim, com direito aos pobres subsídios, que só reproduzem miséria.

Pior do que este orçamento do nosso descontentamento, com toda a dor que acarreta, é não se vislumbrar ainda uma alternativa de governo que, apontado ao futuro, mereça os sacrifícios presentes.

E este é o maior drama.

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