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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Julho de 2003 às 00:00
Depois veio a Casa Pia, e o choque social. Felgueiras; os passes dos deputados; a ida a Sevilha de uns, e à Nova Inglaterra de outro. E isto tudo sempre com o desemprego a subir, e sem sequer uma armazinha de destruição massiva descoberta no Iraque.
Entretanto, o exame da Moderna nem correu mal a Portas, e o megaprocesso do Fisco vai ficar aquém do que prometia a investigação. Na Justiça, já não se distinguem os moderados, por entre os fundamentalismos vários - corporativos; vaidosos. Na Saúde, recorremos a Espanha, para fazer por nós, a preços de mercado. Nas Pescas, não queremos que Espanha faça. Mas todos os nossos eternos paradoxos dariam certo se não fosse esta estranha conjugação de desgraças que agudizou quando o país naufragou sem glória, a Oriente. A Economia é um estado de alma. Falta um ano para que o futebol nos dê nova oportunidade de levantar a cabeça. Hoje, no Parlamento, o prognóstico é uma vitória larga da equipa da casa. Não ganhou o primeiro-ministro Guterres, por cabazada, todos os debates do Estado da Nação? E o que é que isso, de facto, interessa?
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