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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Julho de 2010 às 00:30

Passos Coelho caminha para a vitória nesse aspecto, e uma revisão tão vasta até pode afastar votantes mais prudentes, típicos daquele partido. Em segundo lugar, a possibilidade de reunir um número de deputados suficiente para o efeito é bem remota, por muito que a direita cresça na onda das dificuldades presentes. Em terceiro lugar, o modo da proclamação da carta fundamental afasta qualquer hipótese de entendimento com o PS, independentemente das diferenças de filosofia política, um detalhe do tamanho de um regime. Em quarto lugar, o aumento da capacidade política do PR em Portugal não se compadece com o fim do Estado Social, um pormenor que não escapa certamente a Cavaco Silva. Além de que a presidencialização do regime requereria nesta fase um candidato comum PS-PSD...

Por todas essas razões concluiu-se não ser a efectiva revisão da lei fundamental o verdadeiro objectivo da estratégia do PSD. Mais do que uma revisão o PSD propõe uma alteração de Constituição. Para governar na fronteira da legalidade, ou para marcar lugar num novo regime?

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