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Correio da Manhã

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João Vaz

O rumo falhado

Depois da greve geral e do manifesto, tudo igual a antes. A consciencialização social que se associa à participação em protestos colectivos organizados não avançou um milímetro.

João Vaz 27 de Novembro de 2011 às 01:00

Logo no dia seguinte, as discursatas do PCP e BE sobre os juros dos empréstimos FMI-EU revelaram o substrato da sua análise da situação. Demagogia e mais demagogia. Quanto ao manifesto, traz várias perversões. O maligno colonizador ‘situacionismo neoliberal’ lembra a história do chama-o ao outro (situacionista), antes que ele te chame a ti. E, curiosamente, depois de tantas preocupações de socialistas e afins com a necessidade de crescimento, a palavra não aparece nem uma vez no manifesto.

A questão continua a mesma: o que queremos fazer pelo nosso futuro? É este o debate. O problema do euro está remetido para uma espécie de desafio de futebol em que, como diria o portista João Pinto, "prognósticos, só no final do jogo". E o futuro exige mudanças. Só há que escolher se queremos mudar nós ou esperar que o correr dos tempos nos castigue. Portugal arrasta na vida política as contradições de país colonialista e colonizado ao longo dos últimos 250 anos. Há que evitar o rumo falhado.

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