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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

O sacrifício no recibo

Este mês, milhões de portugueses olham para o recibo de ordenado onde deve constar o subsídio de Natal e descobrem que o Fisco lhes leva a fatia de leão com a nova sobretaxa aplicada por Vítor Gaspar.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 27 de Novembro de 2011 às 01:00

Não é preciso ter-se um salário milionário para metade do bolo pago pelo patrão ficar para o Estado (IRS e desconto para Segurança Social). Se ao menos este brutal sacrifício resolvesse os problemas do País, valia a pena pagar o imposto. Mas tragicamente a sobretaxa chega apenas para pagar uma parcela pequena dos juros. Mesmo no próximo ano, com aumento previsto da carga do IRS, os juros da dívida pública levarão mais de 90% da receita deste imposto. E a maioria do dinheiro dos juros vai para o estrangeiro.

A pergunta que o deputado Honório Novo, do PCP, fez ao Governo teve uma resposta que surpreendeu muitos portugueses. Em comissões e juros, a ajuda da troika vai-nos custar 35,1 mil milhões de euros, cerca de 3500 euros por cada cidadão. É uma pesada factura, mas ninguém nos empresta mais barato.

Há muitos patrões e poucos empresários no País a quem a empresa paga tudo: desde ferraris a casamentos dos filhos e jóias da amante. Carlos Costa arrasou este tipo de gestão.

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