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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Maio de 2006 às 00:00
É uma decisão prepotente mas que casa com um velho tique: o treinador brasileiro gosta de explicitar que é ‘o chefe’. Ontem, para ser mais completo, nem faltou uma longa introdução, redonda e medíocre do ponto de vista do raciocínio, com o objectivo de colocar Agostinho de Oliveira em ‘su sítio’… Absolutamente despropositado.
Em alturas semelhantes a esta, Scolari costuma olhar à volta, eleger um alvo, até pelas ‘pressões’ que imagina, e cometer a injustiça. Pronto, está feito. Quaresma sucede a Vítor Baía e Ricardo Costa cumpre a função da polivalência e de demonstrar que Scolari não tem nenhuma má vontade contra o FC Porto. Acredite quem quiser.
Quanto ao resto, também não houve surpresas, nem há muito a dizer. Estamos perante um quadro consensual, mesmo na chamada de Bruno Vale, o guarda-redes do futuro, que fez uma óptima temporada no Estrela da Amadora.
Os sete defesas explicam-se pela polivalência. Até Nuno Valente já jogou a central (como Caneira) e até Ricardo Costa pode ser lateral-esquerdo. Há, pois, um mínimo de dois homens para fazer cada posição.
Os quatro médios defensivos são os habituais, e obviamente com Costinha, uma das incógnitas devido à longa paragem. A ala esquerda conta desta vez com Boa Morte, embora não se perceba bem como este jogador, que é bom, sobretudo num sistema de 4x4x2, se pode encaixar no sistema da Selecção. Hugo Viana, o outro canhoto, está ali para remotamente render Deco (depois de Tiago). E será Simão, não tão capaz quanto Quaresma no 1x1, que funcionará como alternativa a Figo no decorrer do jogo.
O seleccionador já mostrou do que é capaz. Cabe aos jogadores, agora, voltarem a reconciliar todos os adeptos com a sua Selecção.
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