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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

O sinistro poder

Podia ser só a maldição das maiorias absolutas que trazem sempre os tiques de arrogância e do autoritarismo. Podia ser só isso, com pequenas e médias manifestações de imbecilidade aqui e acolá. Mas não, não é só isso!

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 2 de Julho de 2007 às 00:00
Depois do caso Charrua, primeiro monumento à bufaria pidesca, veio o caso do cartaz no centro de saúde, um verdadeiro hino à estupidez e à falta de sentido de humor. Agora, preparem-se, uma senhora da sub-região de Saúde de Castelo Branco quer abrir a correspondência dirigida a “determinados funcionários” oriunda de “certos serviços ou outros”.
Isto já está para lá do pequeno ódio, do pequeno excesso de zelo. Isto chama-se o sinistro poder da coacção, da perseguição, do terror, da manipulação burocrática de regras criadas ‘ad hoc’ em razão de “determinadas pessoas’, tal e qual a linguagem da PIDE e dos mangas de alpaca que mandavam em alguma coisa no tempo do Estado Novo.
Se o Governo não tem nada a ver com este tipo de orientações genéricas tem de ser muito rápido a demarcar-se. No entanto, como temos visto, na área da Saúde e da Educação as coisas são mais complicadas. Não só não existe demarcação do clima de delação criado como, habitualmente, o fogo é regado com gasolina. Resta saber a que nível vão as chamas criadas por este sinistro poder de queimar.
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