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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Janeiro de 2006 às 00:00
As 100 maiores empresas portuguesas vão passar a receber em 2006 a visita de inspectores das Finanças pelo menos uma vez por ano. A fiscalização promete não deixar escapar qualquer irregularidade fiscal.
Os clubes de futebol têm, desde o ano passado, uma equipa própria nas Finanças para acompanhar mensalmente o pagamento de impostos das SAD. E têm cumprido.
Agora vai ser a vez dos particulares: a partir de Março avançam mesmo as penhoras imediatas a carros, salários, casas, contas bancárias e acções dos contribuintes que forem apanhados com impostos em atraso. Um novo programa informático, apresentado ontem numa megareunião em Lisboa, vai permitir às repartições detectar e punir os faltosos na hora. E para que nada falhe, foram contratados mais 1200 trabalhadores, entre eles 500 estagiários.
Mesmo correndo o risco de algumas injustiças – que as haverá –, de alguns erros – garantidos – e até de alguns exageros, têm de se aplaudir estas medidas contra a evasão fiscal e esperar que a resposta às reclamações também funcione. E dar como bem gasto o salário do seu mentor: Miguel Macedo, o director-geral dos Impostos, é pago principescamente: 24 mil euros. Mas é dos que apresenta trabalho.
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