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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Maio de 2009 às 00:30

A jornada incluiu visitas aos lugares mais santos de Jerusalém para judeus, cristãos e muçulmanos, nos quais o Papa apelou à reconciliação religiosa. "Os crentes num Deus de misericórdia, sejam judeus, cristãos ou muçulmanos, devem ser os primeiros a promover a reconciliação e a paz", frisou. Quanto às acusações de "frieza" e insinuações da ligação do Papa ao nazismo, veiculadas por alguns sectores judaicos, foram desvalorizadas pelo embaixador de Israel junto da Santa Sé, Mordechay Lewy, que as considerou uma criação dos jornalistas "que gostam de imprimir tendências". Lewy elogiou o discurso de Bento XVI no aeroporto Ben Gurion, no qual referiu a tragédia da morte de seis milhões de judeus no Holocausto e o "monstro do anti-semitismo". Após as expectativas criadas por esse discurso, referiu Lewy, alguns esperavam mais na visita ao memorial Yad Vashem, mas, afirmou, "devemos perceber que o Papa fez no memorial do Holocausto um discurso religioso e não político".

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